27 de novembro de 2006
13 de novembro de 2006
Aprovação do projecto (in)FORMAR PARA DESENVOLVER
Foi, finalmente, aprovado o projecto (in)FORMAR PARA DESENVOLVER candidato ao PIC Leader + "Terras do Baixo Guadiana".
A implementação deste projecto prende-se, sobretudo, com a (in)formação do quadro de pessoal da COT Mértola, no sentido de potenciar os recursos à sua disposição. Para tal, esta iniciativa tem como base uma interveção em duas vertentes:
- Por um lado na (in)formação sobre novas técnicas de tecelagem, e;
- Por outro, na (in)formação sobre criação e desenvolvimento de novos produtos.
A implementação deste projecto prende-se, sobretudo, com a (in)formação do quadro de pessoal da COT Mértola, no sentido de potenciar os recursos à sua disposição. Para tal, esta iniciativa tem como base uma interveção em duas vertentes:
- Por um lado na (in)formação sobre novas técnicas de tecelagem, e;
- Por outro, na (in)formação sobre criação e desenvolvimento de novos produtos.
10 de novembro de 2006
O que se escreve sobre a Tecelagem (1)
"A nossa mais recente ida a Mértola - por conta de uma cada vez mais deliciosa Rota dos Aromas, da qual em breve daremos mais notícia - trouxe-nos uma agradável surpresa. Fomos desafiadas a elaborar uma estratégia de dinamização para a Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola. Esta Cooperativa data dos anos 70, quando Mértola enveredou pelo rumo que ainda hoje a caracteriza. A par dos núcleos museológicos, a tecelagem é o mais carismático projecto destes tempos, uma espécie de jóia da coroa, agora ameaçada. Nesta cooperativa se produzem as tradicionais mantas de lã alentejanas. O material exclusivamente utilizado é lã virgem, preferencialmente proveniente de tosquia manual (já que a tosquia mecânica queima parte da lã devido ao aquecimento da máquina). Esta lã percorre depois um percurso inimaginavelmente moroso até chegar ao tear. Como gentilmente nos explicaram D. Adélia e as duas D. Helena, depois de obtido o velo (a lã tal como sai da ovelha), ele é levado para o rio para ser limpo. É lavado em cestas colocadas dentro de panelões, com água previamente aquecida mas que não pode ferver. Enxaguado em água fria corrente, coloca-se depois ao sol para secar. A lã é então batida com uma vara, para "abrir". Segue-se uma operação manual de limpeza, para retirar todas as impurezas. Para que ganhe "fio" (elasticidade), acrescenta-se uns pingos de azeite antes de se proceder à cardação. Uma vez cardada, a lã está pronta para ir à roda de fiar, onde as mãos experientes da D. Vitorina conseguem obter todo o tipo de fio necessário para os diferentes trabalhos. Feita a meada, num instrumento chamado sarilho, lava-se ainda a lã com sabão azul e branco para lhe retirar o azeite. Só neste momento está pronta para fazer novelos e ir depois para o tear. A operação de tecelagem pareceu-nos tão complexa que nem uma descrição capaz conseguimos dar. O que é certo é que dali saem peças lindíssimas, reproduzindo padrões tradicionais também encontrados na tecelagem do Norte de África. Talvez dê para perceber pela extensão do post o entusiasmo que este projecto nos traz. O risco iminente do desaparecimento desta arte é motivação adicional para nos deitarmos ao trabalho. A ver vamos se os apoios e financiamentos necessários chegam. Pela nossa parte, dificilmente poderíamos ter recebido mais tentadora proposta de trabalho".
Texto publicado in "http://evatrainanet.blogspot.com/2006/10/cooperativa-oficina-de-tecelagem-de.html"
Texto publicado in "http://evatrainanet.blogspot.com/2006/10/cooperativa-oficina-de-tecelagem-de.html"
Candidatura do projecto (in)FORMAR PARA DESENVOLVER
A Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola (COTMértola) apresentou, ao PIC Leader+ - Terras do Baixo Guadiana, o projecto (in)FORMAR PARA DESENVOLVER, que visa a continuação da aposta, por parte desta entidade, na formação contínua dos seus quadros.
Através da execução do projecto, espera-se tornar a COTMértola uma entidade ainda mais competitiva, no contexto regional e nacional, na área da criação e desenvolvimento de novos produtos, tendo em vista o fim último de contribuir para a preservação, valorização e promoção das actividades tradicionais.
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